sexta-feira, 5 de setembro de 2014
sábado, 23 de março de 2013
Estorias de Minuto - 3
Um dia longe de casa
Por Roberto Miranda.
A primeira expedição aos objetos extrassolares aportou em Plutão com uma estação completa.
Os doze tripulantes passaram a exercer suas atividades confortavelmente acomodados nos módulos laboratoriais aonde dispunham de equipamentos de alta performance para compartilhar informações com o centro de comando na Terra enquanto exploravam o gélido mundo. A luminosidade de dia ali dependia do quanto a orbita ia aproximando-o do Sol, depois disso seria sempre noite eterna.
A princípio os astronautas efetuaram perfurações no solo rochoso e colheram amostras em barras cilíndricas para pesquisar o passado geológico do astro, considerado anteriormente um planeta.
Para não perderem o sentido de tempo de um dia terrestre a missão estabeleceu a jornada de trabalho com base nas 24 horas da Terra. O controle feito por computador não os deixaria desorientados ou perderem horas de sono.
Um dia longo naquelas condições devia parecer para os astronautas um pouco menos estressante do que a maratona de serviços prestados numa cidadezinha da Terra.
Por Roberto Miranda.
A primeira expedição aos objetos extrassolares aportou em Plutão com uma estação completa.
Os doze tripulantes passaram a exercer suas atividades confortavelmente acomodados nos módulos laboratoriais aonde dispunham de equipamentos de alta performance para compartilhar informações com o centro de comando na Terra enquanto exploravam o gélido mundo. A luminosidade de dia ali dependia do quanto a orbita ia aproximando-o do Sol, depois disso seria sempre noite eterna.
A princípio os astronautas efetuaram perfurações no solo rochoso e colheram amostras em barras cilíndricas para pesquisar o passado geológico do astro, considerado anteriormente um planeta.
Para não perderem o sentido de tempo de um dia terrestre a missão estabeleceu a jornada de trabalho com base nas 24 horas da Terra. O controle feito por computador não os deixaria desorientados ou perderem horas de sono.
Um dia longo naquelas condições devia parecer para os astronautas um pouco menos estressante do que a maratona de serviços prestados numa cidadezinha da Terra.
Estorias de Minuto - 2
A Flor de Marte
No inóspito planeta vermelho o veículo explorador autômato analisa o solo de um jardim petrificado, com flores de pétalas largas, na sombra da vala e conclui que outrora um rio de água doce correra por ali. E se Marte já foi um dia como a Terra, somente um cataclismo sideral haveria de desequilibrar o meio ambiente.
Após novas analises, resíduos microscópicos indicaram ter ocorrido uma forte concentração de radiação que esterilizou o solo em questão de dias. Talvez tenha sido um pulso de raios gama expelido do coração de um buraco negro em outra galáxia, do qual, mais cedo ou mais tarde, o planeta Terra ficará na sua mira.
Estorias de Minuto - 1
O Borrão no Sol
por Roberto Miranda.
por Roberto Miranda.
Era um final de semana de verão.
A praia lotada e esplendidas mulheres bonitas remexendo o corpo na batida das ondas. Eu, como sempre, fiquei tomando minha cervejinha debaixo do guarda-sol e olhando as musas de óculos escuros. Em um fone auricular dependurado no ouvido esquerdo escutava musica de uma radio local quando minutos depois o som cessou de repente.
Tentei inutilmente outra estação, mas só captava chiado no ar. Imediatamente notei as pessoas em redor com o mesmo problema, uns até enterraram os tocadores na areia após se arrependerem de o ter adquirido no Paraguai.
Eu continuei na minha.
Cinco minutos mais tarde alguns banhistas sombrearam os olhos para avistar algo no céu. Eu segui o olhar e vi alguma coisa tapando o brilho do sol, mas não era a lua.
Um enorme objeto errante entrara no sistema solar a mil e estacionou na frente da coroa solar, escurecendo o céu enquanto obliterava o respaldo de luz agonizante da coroa, até por fim o sol morrer.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Uma inimaginável maneira de contar uma lenda indígena
A lenda dos Caiapós é bem simples e a figura de Bep-Kororoti torna-a factivel uma vez que a tal arma de raios, o cajado, apresenta conceito similar aos das pistolas de ficção científica dos anos 50. No entanto, a transposição do povo do céu para a floresta virgem na Terra me permite criar uma atmosfera tipica das aventuras espaciais, reservando muitas surpresas.
sábado, 2 de junho de 2012
VISÃO DO NADA
ESCURIDÃO
ABSOLUTA
VISÃO DO
NADA
As
estrelas sumiam, uma a uma, sem sugerir o que as fazia entrar em colapso e anular o
seu brilho. Podia significar um tipo estranho de buraco negro,
girando a milhões de rotações por segundo, invariavelmente
quase despercebido. Vocês me puseram aqui em cima e sabiam que eu ia encontrar,
sabiam? Se Carl Sagan estivesse aqui seria capaz de imaginar a civilização entre
aquelas estrelas, e se chegou a evacuar o planeta ante provável ameaça.
Eu estou pensando se devo revelar isso a alguém, mas seja lá o que
for manterão sigilo absoluto. Chega de histeria. Já fazem décadas e pessoas continuam a ver
homenzinhos verdes por todo lugar. Como quando descuidaram e deixaram vazar a
informação sobre as emissões de rádio enviadas por outra civilização, alguém quis tirar proveito político para obter verbas federais e saiu
alardeando a respeito de um sussurro no cosmo. Tiveram ainda a desastrada idéia de
divulga-lo como o ruído estático da explosão primordial do
Universo. Os céticos exigiram provas, e por esse motivo foram gastos milhões de
dólares para construírem instrumentos com sensibilidade para enxergar tudo que é
invisível no Universo. Vocês procuraram e está agora na minha lente de quatro
metros de comprimento. Só não tinham ideia que o Universo
esta se destruindo como nunca imaginamos. Eu vejo
melhor para lhes dar essa notícia. Durante os próximos quarenta e cinco minutos ficarei sob a sombra de Júpiter e irei obter novas medições desta catástrofe. Certamente vai nos proporcionar
grandes debates no próximo milênio e antecipar algumas coisas. Houston!
Não tenha pressa em responder perguntas. Hoje elas parecem
tolas. Câmbio e
desligo!
Este texto fazia parte dos eventos intermediários a serem alocados entre os capítulos do livro, mas essa ideia não prevaleceu. Notem que há uma mensagem viajando pelo universo desde a criação e está absolutamente incorporada à razão de existir da escuridão absoluta. Muitas outras obras de ficção já exploraram culturas mais antigas que o próprio Universo, sem ter relação com o ruído de fundo cósmico. Uma serie americana tentou usar este principio, porém, não conseguiu concluir o arco de historias. Eu mesmo considero este tema dificílimo demais para cair no gosto do publico.
Um minuto com meu auxiliar
Entrevista com o capista Willian.
O Willian não é só o meu filho
pródigo, é também meu assistente de capa, meu assessor de imprensa e meu
auxiliar de revisão. Por isso vou entrevistá-lo.
Beto - Você foi o meu maior incentivo
e graças a sua opinião a aventura começou a ganhar vulto. Você acredita que o
publico vai gostar deste nosso trabalho?
Willian – Acho que sim. Há anos você
vinha escrevendo esta aventura e nunca a terminava, e certo dia voltou a
escrevê-la e me mostrou alguns parágrafos do texto do Volume I, e eu nem
esperava que concordasse com minhas impressões. Depois pediu para eu dar
opinião sobre a capa. Confesso não ter me interessado a principio, pois eu nem
entendia direito o que significava.
Beto - Mas você continuou a me
ajudar sempre que foi requisitado.
Willian – Foi. Quando você dizia para
ajudá-lo a acertar um parágrafo vi que fazer aquilo o motivava e soltava sua criatividade
para trazer tudo melhor. E foi só quando li a dedicatória do Volume II que eu
entendi porque queria tanto concluir aquela aventura. Eu não conheci meu avô
pessoalmente, ele já havia falecido quando nasci e sempre tive vontade de
conhecê-lo. Por isso, ao dar minha contribuição a sua obra, compensei este
sentimento vazio em minha vida.
Beto - Falando francamente, o que
chamou sua atenção na história?
Willian – Isso não é difícil de
responder. Chamou minha atenção o ritmo dos acontecimentos, muito parecido com filmes
de ação e jogos de videogames. Sabe quando tem aquele filminho antes de uma
fase do jogo? O livro é mais ou menos assim, um roteiro de varias fases. Você
captou a sensação de tanto assistir filmes de ação ou jogar um game comigo. Acho
até que simulava as condições das cenas de ação nos meus games. Percebi que
jogava, sentia a sensação e depois saia do jogo e ia escrever.
Beto - É. Eu acho que trapaceei
algumas vezes. Mas apesar deste trabalho parecer brilhante vai ser difícil
conseguir público trabalhando de forma independente.
Willian – A principio, você me
disse que queria só desenvolver a história e o produto. O site em que está
hospedado dá visibilidade e possibilita imprimir o boneco para conferir se todo
o trabalho ficava bom no formato de livro. Querer vender livros pela internet,
fora das grandes livrarias e dos grandes distribuidores, deve ser um desafio
ingrato. Mas como você sempre diz: o que vale é ter o serviço disponibilizado
para o autor. O publico se adapta com o tempo.
Beto - Puxa! Até sendo o
entrevistado você me motiva.
Willian – É. Você é o meu pai e
eu quero que as pessoas leiam este livro. Foi um belo jeito de homenagear meu
avô.
Beto - Nem sei o que pensar.
Escrever o final deste livro trouxe-me mais confiança e desejo continuar a
produção dando continuidade a serie do Orbitador Espacial.
Willian – Esta você ainda não me
mostrou.
Beto - Eu nem sabia se ia
terminar Escuridão Absoluta. Mas darei inicio aos trabalhos somente depois de
descansar, antes de me apegar ao projeto vou divulgar Escuridão Absoluta mais
um pouco.
Willian – Okay, pai! Estou nessa!
Beto - Valeu filho! Eu queria
mesmo lhe agradecer por não ter me feito desistir.
Beto - Terminamos o Volume III e
o lançamento depende apenas do registro da obra, portanto, aguardem!
Willian – Vamos fazer como o
Bottini: Comprem! Comprem! Comprem!
Beto - Xiii! Será que podemos
usar o bordão dele?
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