sexta-feira, 5 de setembro de 2014

23ª BIENAL DO LIVRO - SP

Participar deste evento foi uma experiência gratificante, pois haviam alunos de diversas escolas com quem podia falar sobre aventura e ficção, inclusive estas lindas campinenses que me prestigiaram nesta foto.


escuridaoabsoluta@escuridaoabsoluta.com.br

sábado, 23 de março de 2013

Estorias de Minuto - 3

Um dia longe de casa
Por Roberto Miranda.

A primeira expedição aos objetos extrassolares aportou em Plutão com uma estação completa.
Os doze tripulantes passaram a exercer suas atividades confortavelmente acomodados nos módulos laboratoriais aonde dispunham de equipamentos de alta performance para compartilhar informações com o centro de comando na Terra enquanto exploravam o gélido mundo. A luminosidade de dia ali dependia do quanto a orbita ia aproximando-o do Sol, depois disso seria sempre noite eterna.
A princípio os astronautas efetuaram perfurações no solo rochoso e colheram amostras em barras cilíndricas para pesquisar o passado geológico do astro, considerado anteriormente um planeta.
Para não perderem o sentido de tempo de um dia terrestre a missão estabeleceu a jornada de trabalho com base nas 24 horas da Terra. O controle feito por computador não os deixaria desorientados ou perderem horas de sono.
Um dia longo naquelas condições devia parecer para os astronautas um pouco menos estressante do que a maratona de serviços prestados numa cidadezinha da Terra.

Estorias de Minuto - 2

A Flor de Marte

No inóspito planeta vermelho o veículo explorador autômato analisa o solo de um jardim petrificado, com flores de pétalas largas, na sombra da vala e conclui que outrora um rio de água doce correra por ali. E se Marte já foi um dia como a Terra, somente um cataclismo sideral haveria de desequilibrar o meio ambiente.
Após novas analises, resíduos microscópicos indicaram ter ocorrido uma forte concentração de radiação que esterilizou o solo em questão de dias. Talvez tenha sido um pulso de raios gama expelido do coração de um buraco negro em outra galáxia, do qual, mais cedo ou mais tarde, o planeta Terra ficará na sua mira.

Estorias de Minuto - 1

O Borrão no Sol
por Roberto Miranda.

Era um final de semana de verão.
A praia lotada e esplendidas mulheres bonitas remexendo o corpo na batida das ondas. Eu, como sempre, fiquei tomando minha cervejinha debaixo do guarda-sol e olhando as musas de óculos escuros. Em um fone auricular dependurado no ouvido esquerdo escutava musica de uma radio local quando minutos depois o som cessou de repente.
Tentei inutilmente outra estação, mas só captava chiado no ar. Imediatamente notei as pessoas em redor com o mesmo problema, uns até enterraram os tocadores na areia após se arrependerem de o ter adquirido no Paraguai.
Eu continuei na minha.
Cinco minutos mais tarde alguns banhistas sombrearam os olhos para avistar algo no céu. Eu segui o olhar e vi alguma coisa tapando o brilho do sol, mas não era a lua.
Um enorme objeto errante entrara no sistema solar a mil e estacionou na frente da coroa solar, escurecendo o céu enquanto obliterava o respaldo de luz agonizante da coroa, até por fim o sol morrer.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Uma inimaginável maneira de contar uma lenda indígena

A lenda dos Caiapós é bem simples e a figura de Bep-Kororoti torna-a factivel uma vez que a tal arma de raios, o cajado, apresenta conceito similar aos das pistolas de ficção científica dos anos 50. No entanto, a transposição do povo do céu para a floresta virgem na Terra me permite criar uma atmosfera tipica das aventuras espaciais, reservando muitas surpresas.

sábado, 2 de junho de 2012

VISÃO DO NADA

ESCURIDÃO ABSOLUTA
VISÃO DO NADA

As estrelas sumiam, uma a uma, sem sugerir o que as fazia entrar em colapso e anular o seu brilho. Podia significar um tipo estranho de buraco negro, girando a milhões de rotações por segundo, invariavelmente quase despercebido. Vocês me puseram aqui em cima e sabiam que eu ia encontrar, sabiam? Se Carl Sagan estivesse aqui seria capaz de imaginar a civilização entre aquelas estrelas, e se chegou a evacuar o planeta ante provável ameaça. Eu estou pensando se devo revelar isso a alguém, mas seja lá o que for manterão sigilo absoluto. Chega de histeria. Já fazem décadas e pessoas continuam a ver homenzinhos verdes por todo lugar. Como quando descuidaram e deixaram vazar a informação sobre as emissões de rádio enviadas por outra civilização, alguém quis tirar proveito político para obter verbas federais e saiu alardeando a respeito de um sussurro no cosmo. Tiveram ainda a desastrada idéia de divulga-lo como o ruído estático da explosão primordial do Universo. Os céticos exigiram provas, e por esse motivo foram gastos milhões de dólares para construírem instrumentos com sensibilidade para enxergar tudo que é invisível no Universo. Vocês procuraram e está agora na minha lente de quatro metros de comprimento. Só não tinham ideia que o Universo esta se destruindo como nunca imaginamos. Eu vejo melhor para  lhes dar essa notícia. Durante os próximos quarenta e cinco minutos ficarei sob a sombra de Júpiter e irei obter novas medições desta catástrofe. Certamente vai nos proporcionar grandes debates no próximo milênio e antecipar algumas coisas. Houston! Não tenha pressa em responder perguntas. Hoje elas parecem tolas. Câmbio e desligo!

Este texto fazia parte dos eventos intermediários a serem alocados entre os capítulos do livro, mas essa ideia não prevaleceu. Notem que há uma mensagem viajando pelo universo desde a criação e está absolutamente incorporada à razão de existir da escuridão absoluta. Muitas outras obras de ficção já exploraram culturas mais antigas que o próprio Universo, sem ter relação com o ruído de fundo cósmico. Uma serie americana tentou usar este principio, porém, não conseguiu concluir o arco de historias. Eu mesmo considero este tema dificílimo demais para cair no gosto do publico.  

Um minuto com meu auxiliar


Entrevista com o capista Willian.

O Willian não é só o meu filho pródigo, é também meu assistente de capa, meu assessor de imprensa e meu auxiliar de revisão. Por isso vou entrevistá-lo.

Beto - Você foi o meu maior incentivo e graças a sua opinião a aventura começou a ganhar vulto. Você acredita que o publico vai gostar deste nosso trabalho?

Willian – Acho que sim. Há anos você vinha escrevendo esta aventura e nunca a terminava, e certo dia voltou a escrevê-la e me mostrou alguns parágrafos do texto do Volume I, e eu nem esperava que concordasse com minhas impressões. Depois pediu para eu dar opinião sobre a capa. Confesso não ter me interessado a principio, pois eu nem entendia direito o que significava.

Beto - Mas você continuou a me ajudar sempre que foi requisitado.

Willian – Foi. Quando você dizia para ajudá-lo a acertar um parágrafo vi que fazer aquilo o motivava e soltava sua criatividade para trazer tudo melhor. E foi só quando li a dedicatória do Volume II que eu entendi porque queria tanto concluir aquela aventura. Eu não conheci meu avô pessoalmente, ele já havia falecido quando nasci e sempre tive vontade de conhecê-lo. Por isso, ao dar minha contribuição a sua obra, compensei este sentimento vazio em minha vida.

Beto - Falando francamente, o que chamou sua atenção na história?

Willian – Isso não é difícil de responder. Chamou minha atenção o ritmo dos acontecimentos, muito parecido com filmes de ação e jogos de videogames. Sabe quando tem aquele filminho antes de uma fase do jogo? O livro é mais ou menos assim, um roteiro de varias fases. Você captou a sensação de tanto assistir filmes de ação ou jogar um game comigo. Acho até que simulava as condições das cenas de ação nos meus games. Percebi que jogava, sentia a sensação e depois saia do jogo e ia escrever.

Beto - É. Eu acho que trapaceei algumas vezes. Mas apesar deste trabalho parecer brilhante vai ser difícil conseguir público trabalhando de forma independente.

Willian – A principio, você me disse que queria só desenvolver a história e o produto. O site em que está hospedado dá visibilidade e possibilita imprimir o boneco para conferir se todo o trabalho ficava bom no formato de livro. Querer vender livros pela internet, fora das grandes livrarias e dos grandes distribuidores, deve ser um desafio ingrato. Mas como você sempre diz: o que vale é ter o serviço disponibilizado para o autor. O publico se adapta com o tempo.

Beto - Puxa! Até sendo o entrevistado você me motiva.

Willian – É. Você é o meu pai e eu quero que as pessoas leiam este livro. Foi um belo jeito de homenagear meu avô.

Beto - Nem sei o que pensar. Escrever o final deste livro trouxe-me mais confiança e desejo continuar a produção dando continuidade a serie do Orbitador Espacial.

Willian – Esta você ainda não me mostrou.

Beto - Eu nem sabia se ia terminar Escuridão Absoluta. Mas darei inicio aos trabalhos somente depois de descansar, antes de me apegar ao projeto vou divulgar Escuridão Absoluta mais um pouco.

Willian – Okay, pai! Estou nessa!

Beto - Valeu filho! Eu queria mesmo lhe agradecer por não ter me feito desistir.

Beto - Terminamos o Volume III e o lançamento depende apenas do registro da obra, portanto, aguardem!

Willian – Vamos fazer como o Bottini: Comprem! Comprem! Comprem!

Beto - Xiii! Será que podemos usar o bordão dele?